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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Vinte Anos de Armadura

Aqui dentro é só
Só o meu lado externo
Aqui é quente, é frio
Aqui é úmido e seco

Desconfortavelmente começo...
Vou a despir-me
Os sapatos de aço
O escudo e o peitoral

É pesado o descaso
Um fardo nos ombros
O descontentamento da alma
E o permanente cansaço

Eis a armadura
Que usei por vinte anos
Tão dura e tão frágil
Essa armadura de aço oxidado


Ananda Souza



"Eis a armadura/ Que USEI...". Na verdade eu fiz uma alteração no tempo do verbo destacado (de USO para USEI) para que a poesia se adequasse ao meu presente.

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