Guardar, guardar, guardar...
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la,
isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,
isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar
Antônio Cícero
Viver é a sede de viajar estrada a fora lendo o livro abstrato de se entender.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Hoje e Amanhã

Vejo pela janela
A chuva que cai
Na pulsação da lágrima
Que me escorrega à maçã
Vejo um céu nublado
Numa cor que se iguala
À cor do meu coração
É a dor de amar e ao fundo
O canto mórbido da razão
Ouço o assovio triste dos pássaros
Que lamentam minha respiração
Assim como a minh’alma
Que se cansa da inutilidade
E da falta de vazão
Eu funciono ao isolamento
Do meu ser infinito
No finito da dor
Enquanto minh’alma derrete
Pelo ácido sabor do seu amor
Mas meu terapeuta sou eu,
Enquanto escrevo, me converso
Enquanto me falo,
Em silêncio me escuto
À procura de mim mesmo
Hoje eu desmancho ao vento
Pela mais intensa sensibilidade
Amanhã me reconstruo
Com a mais profunda força e coragem
Hoje eu me amarro no sabor de te amar
Como alguém que deseja a escravidão
Amanhã vejo que não sou para isso
E levanto vôo com as asas da libertação
E sem ajuda de rainhas ou princesas
Sem nenhuma culpa ou dor nesse meu
Doce-amargo coração
Pois é chegada a vez da razão
Ananda Souza
Antes de qualquer comentário, quero primeiro agradecer ao Universo por esse dia ter chegado mais uma vez, por me oferecer tudo que tenho e fazer de mim um uma pesssoa feliz. Agora vamos lá:
Hoje, 22 de dezembro, é o meu aniversário. Fiquei a escolher um poema que representasse algo relacionado a isso e acabei escolhendo esse. O nome dele é um dos elementos mais importantes desse poema, pois sugere uma mensagem que acho fundamental: tudo passa se eu quiser que passe! Hoje posso estar mal, mas amanhã posso levantar, só depende de mim. Escolhi pensar nesse dia com os pés mais no chão, com essa consciência de que eu posso passar o que passar, mas logo estarei refeita de novo. E é por isso que vale a pena viver cada dia, mês, ano de nossas vidas. Mas por que não nos reinventar... SEMPRE?!
Outro momento do poema que acho fundamental para a vida é: "Eu funciono ao isolamento/ do meu ser infinito/ No finito da dor" Sim, superamos a finitude da dor por que somos seres infinitos. Não há dor que nos destrua, mas nós sim somos capazes de destruí-la.
Isso é o que vou levar para os próximos anos, enquanto eu viver.
Feliz natal, próspero ano novo e que o Universo traga luz para todos nós!
A chuva que cai
Na pulsação da lágrima
Que me escorrega à maçã
Vejo um céu nublado
Numa cor que se iguala
À cor do meu coração
É a dor de amar e ao fundo
O canto mórbido da razão
Ouço o assovio triste dos pássaros
Que lamentam minha respiração
Assim como a minh’alma
Que se cansa da inutilidade
E da falta de vazão
Eu funciono ao isolamento
Do meu ser infinito
No finito da dor
Enquanto minh’alma derrete
Pelo ácido sabor do seu amor
Mas meu terapeuta sou eu,
Enquanto escrevo, me converso
Enquanto me falo,
Em silêncio me escuto
À procura de mim mesmo
Hoje eu desmancho ao vento
Pela mais intensa sensibilidade
Amanhã me reconstruo
Com a mais profunda força e coragem
Hoje eu me amarro no sabor de te amar
Como alguém que deseja a escravidão
Amanhã vejo que não sou para isso
E levanto vôo com as asas da libertação
E sem ajuda de rainhas ou princesas
Sem nenhuma culpa ou dor nesse meu
Doce-amargo coração
Pois é chegada a vez da razão
Ananda Souza
Antes de qualquer comentário, quero primeiro agradecer ao Universo por esse dia ter chegado mais uma vez, por me oferecer tudo que tenho e fazer de mim um uma pesssoa feliz. Agora vamos lá:
Hoje, 22 de dezembro, é o meu aniversário. Fiquei a escolher um poema que representasse algo relacionado a isso e acabei escolhendo esse. O nome dele é um dos elementos mais importantes desse poema, pois sugere uma mensagem que acho fundamental: tudo passa se eu quiser que passe! Hoje posso estar mal, mas amanhã posso levantar, só depende de mim. Escolhi pensar nesse dia com os pés mais no chão, com essa consciência de que eu posso passar o que passar, mas logo estarei refeita de novo. E é por isso que vale a pena viver cada dia, mês, ano de nossas vidas. Mas por que não nos reinventar... SEMPRE?!
Outro momento do poema que acho fundamental para a vida é: "Eu funciono ao isolamento/ do meu ser infinito/ No finito da dor" Sim, superamos a finitude da dor por que somos seres infinitos. Não há dor que nos destrua, mas nós sim somos capazes de destruí-la.
Isso é o que vou levar para os próximos anos, enquanto eu viver.
Feliz natal, próspero ano novo e que o Universo traga luz para todos nós!
Planeta Terra

Uma série de coisas tem me incomodado nesse mundo. Sinto que esse mundo é bem diferente do que estou acostumada a viver. Aqui no Brasil, por exemplo, se fala com seriedade sobre a proteção à democracia, mas ela não existe, nunca existiu, aqui é assim, é super natural sustentar coisas que não existem, porque o que existe de fato lá eu chamaria de “demo-hipocrisia”. Sim, povos e líderes, todos hipócritas. Parece que já está incorporado na cultura deles. Um vai sustentando o outro.
Aqui, é inacreditável, têm pessoas que não se tratam mais pelo que são, porque muitas delas se consideram mais que outros, como se elas não fossem também seres humanos, entende? Choram, riam, adoecem, sonham, são fortes, mas têm fraquezas também, mas se comportam como se fossem diferentes dos demais. Elas vão pela premissa de quem tem mais poder. E também divulgam certas pessoas como seres superiores, e ainda temos aqui, espectadores que acreditam nessa fantasia e a sustentam.
Aqui tem coisas absurdas, hábitos que eu não sei como conseguem manter. Aqui tudo está contrário, se você for sincero, se você for honesto demais você é apedrejado, criticado. Aqui as pessoas estão tão contaminadas com a questão econômica que ser muito franco é sempre sinal de interesse, de querer aparecer. Aqui não dá para ser sincero. Aqui a mentira é perdoada e a verdade é condenada, as pessoas não querem mais ouvir a verdade, elas querem sustentar é a mentira.
Achei engraçado é o que eles chamam de evolução. Aqui tudo que é autodestrutivo é por que é evolutivo. As pessoas daqui acham que a ciência que serve para algumas coisas que traga resultados financeiros é sinal de evolução, sem se importar com as conseqüências. Não importa se vão destruir a eles mesmos, eles só querem o tal do dinheiro. Eu não consegui entendê-los ainda, por que tanto dinheiro se nunca será o suficiente para recuperar toda destruição? E eles acreditam mesmo que estão evoluindo...
E a diversão deles? As crianças lá não brincam mais, mas elas falam que brincam. É incrível! Elas ficam na frente do computador, ou num vídeo game, alguma coisa que as deixam a maior parte do tempo dentro de suas casas. Os pais querem sempre manter os filhos dentro de casa. Não por que os querem presos, mas porque a procura por esse tal de dinheiro ficou tão violenta que andar livremente é sinônimo de arriscar a vida. Ainda tem mais essa! Lá quem se sente livre é o criminoso, e os homens de bem vivem pensando e criando maneiras de se proteger, perdendo a liberdade.
Não sei não, não entendo como eles conseguem viver ali, me senti totalmente inadequado. Eu vou voltar de onde eu vim...
De quem não quer ser um evoluído assim,
ET.
via Ananda Souza
Para refletir um pouco sobre os rumos do nosso mundo...
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