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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Reflexões de Autoconhecer




Capricónio, signo de terra...

Gostam mesmo de terra firme, de saber onde estão pisando, de certezas e nada de pés soltos pelo ar. Mas, apesar de mais curvados à racionalidade; amam com intensidade, com toda sinceridade, mergulham, vão fundo e vivem a relação intensamente, com total fidelidade aos seus sentimentos, mesmo que estes venham a gerar sacrifícios, inclusive o de abrir mão de certezas que geralmente os signos de terra necessitam tanto...


(...) Então seguro a mão de quem amo e me proponho a voar. Não digo que sem medo, porque o medo sempre bate a porta, mas digo com coragem, porque a coragem sempre enfrenta o medo. Afinal, de que vale a vida se não for para ser vivida? A vida não foi feita para nos deixar acomodados, na defensiva, foi feita sim para partir para o ataque, ser vivenciada.


Me proponho a voar porque sei que sei pousar o meu avião, sei que posso confiar no meu pé que vai ao chão, sei que se algo der errado dou conta de colocar tudo no lugar de novo. Até porque, se temos nós a razão e a emoção é porque os dois são úteis e são para ser usados. A verdade é que, apesar da coragem, nunca devemos estar desprevenidos, sempre deve haver uma saída, ou seja, devemos sempre confiar em nós mesmo primeiramente, nós somos a saída. O que é uma boa forma e a melhor forma de se prevenir, que ajuda, apesar de nem sempre evitar que sintamos as feridas. Mas quem disse que quem entra em campo não corre o risco de se machucar? Se machucar faz parte!


Mas com a mesma coragem para amar, temos para encarar as feridas, para, assim, poder curá-las. É essa coragem que nos permite viver como atores da nossa própria vida e não como platéia que se exalta de emoção, mas não participa das mensagens da própria peça. Não vale a pena apenas assistir ou ser ator da peça, mas sim levar a peça para a sua vida real.


E na vida real tenho todo amor do mundo, que é seu. Sinto medo, mas possuo o escudo da coragem. Sigo o coração, mas nunca abandono a inteligência e a razão. Me previno, mas nunca deixo de viver. Me machuco, mas tenho em mim a força, a solução. Choro, mas choro mais de alegria. Erro, mas também acerto. Me engano, mas banco minhas próprias idéias. Sonho, mas com aquilo que possa ser real. Idealizo, mas para quem conhece a terra isso nunca é letal.


Vivendo e aprendendo... sempre!


Ananda Souza

domingo, 28 de novembro de 2010

Penso (para "LoydeLimaLimão")


Sol bate a janela, penso.
Espreguiço, penso.
Quando abro os olhos, penso.
Sento na cama, penso.
Quando paro e penso, penso.

Água escorrendo, penso.
Vou me vestindo, penso.
Nó no cadarço, penso.
Peguei a mala, penso.
Durante a estrada penso, penso, penso...

O dia lindo, penso.
Lá vem a chuva, penso.
Na noite escura, penso.
Segunda a sexta, penso.
Fim de semana, aí que penso.

Chegando em casa, penso.
Com muito sono, penso.
Matando a fome, penso.
Arrumo o quarto, penso.
Aquela insônia! penso, penso, penso...

Todos os dias, penso.
Eu viro a esquina e, penso.
Abre o sinal e, penso.
Escrevo aqui e, penso.
Lá vem de novo, penso.


E o que é meu pensamento?
Pensamento é o que penso
Que é feito de sentimento
Daquilo que há por dentro
Ele é todo dedicado
A quem faz aniversário
Neste dia de novembro.



Para ti que, com todo sentimento, tomou de mim meu pensamento.
Essas palavras representam bem os meus dias.
Amo-te infinitamente e sou feliz.



FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR!
Ananda Souza - 28/11/10




terça-feira, 23 de novembro de 2010

O 1º Encontro com a Sabedoria Oculta da Cabala




Há algo que eu realmente gostaria de compartilhar hoje. Durante meu ainda breve percurso de vida, tenho dado meus passos percebendo que a própria vida se encarrega de nos dar sinais, sinais dos quais nos guiam em direção a um entendimento, aprendizado, uma consciência de...


Percebo que tomar consciência de si em referência a algo é ter o entendimento da verdade, do que é bem ou mal, bom ou ruim para você de acordo com determinada situação de vida. Assim, vamos aprendendo a viver e a seguir o nosso caminho certo, o melhor caminho para cada um de nós, distintamente! Isso quer dizer que cada um tem uma verdade, uma verdade que é só SUA, diversa da verdade dos demais. Porque o fato é que o que você precisa tomar consciência e aprender não é o mesmo que o outro precisa.


No decorrer da vida vamos sentindos os sinais, adquirindo consciência do que você é para aprender o que precisa, vamos ficando mais sabedores de nós mesmos, passamos a ver, então, a sabedoria oculta. Oculta não porque foi feita para ficar escondida, mas sim porque essa sabedoria é a que está dentro de nós e a nós, especificamente, interessa.


Mas notem que quanto mais nos conhecemos, mais temos a sensação de que temos muito ainda a aprender. Quem nunca procurou respostas até o esgotamento e depois se sentiu como Sócrates: "só sei que nada sei."? Quem já se sentiu o autor das palavras "quanto mais me acho, mais me perco."?


A verdade é que a nossa capacidade de adquirir conhecimento vai além da duração de nossas vidas, mas a nossa curiosidade para aprender deve transcender o tempo inesgotável da nossa espiritualidade, pois os resultados disso vão sempre além das nossas expectativas; porque, na maioria das vezes, estamos limitados ao mundo material e, por isso, nos surpreendemos com respostas que ultrapassam tudo isso e alcançam o crescimento espiritual.


Hoje, nos meus intervalos de tempo, engoli 50 páginas do Guia à Sabedoria Oculta da Cabala, de Rabi Michael Laitman. É uma leitura agradável para curiosos ou iniciantes dos estudos sobre Cabala.


O que tenho entendido é que a Cabala é um "instrumento" de estudo que nos guia para o autoconhecimento para, posteriormente, fazermos a auto-correção do nosso eu. Mas esses ensinamentos não são para quem procura a transformação usando o lado intelectal, o intelecto é apenas uma ponte para chegar à abertura em seu coração, ou seja, para chegar à sua alma. A Cabala ajuda você a tomar consciência de si mesmo, a sentir a sua alma, a sua verdade e assim chegar à transformação do seu eu. Só assim a verdadeira mudança acontece! [se me equivoquei ao entendimento, que me corrijam].


Compartilho um dos vários momentos da leitura que gostei:


Abraçar a Sabedoria Oculta, (e é oculta por estar dentro de nós mesmos) não implica simplesmente evitar as coisas lindas para não excitar os próprios desejos. A auto-correção não provém do auto-castigo , mas resulta da realização espiritual. Quando alguém alcança a espiritualidade, aparece a luz e o corrige. Esta é a única mudança real. Todas as demais são hipócritas. O propósito do estudo é convidar a luz corretora. Portando, a pessoa deve trabalhar sobre si mesma só para isso. A presença de qualquer pressão ou qualquer tipo de regras ou regulamentos obrigatórios revela a mão do homem e não dos mundos superiores. Além disso, a harmonia interna e a tranquilidade não são pré-requisitos para alcançar a espiritualidade; aparecerão como resultado dessa correção interior. Mas não devemos crer que isso ocorrerá sem esforço de nossa parte.

(Guia à Sabedoria Oculta da Cabala - p.39, LAITMAN, Rabi)


Portanto, ir ao encontro da sabedoria oculta é encontrar-se consigo mesmo. De certo, há muitos mistérios (e na verdade o mistério é só aquilo que ainda não conhecemos) dentro de nós que precisamos decifrar, mas o desejo e até necessidade de tornarmos sábios de nós mesmos para transformar o mundo ao nosso redor são quase fisiológicos. Mudar sempre (para melhor), é isso que nos faz ter sede de viver.


Luz a todos,


Ananda Souza

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Profunda Superfície



Estou debaixo das águas
A prender a respiração
Estou submergindo a cada dia
Já nem vejo a luz do dia
Estou no fundo do mar,
na escuridão

Aqui embaixo penso
Como tornar-te tão importante
Quanto o fôlego de vida
Me deixa respirar em paz
Trazes-me a ti mesmo

Como um prestadio salva-vidas!

Aqui dentro fico imóvel
A tentar olhar seres ao redor
E eles esbarram em mim
Eu nem me atento porque eu sei
Eu sei que não é você...

Eu te enxergaria
Porque és luz
Eu flutuaria
Porque és a leveza
dos teus próprios vôos

E só afundo na solidão
dessa multidão marítima
Estou gritando por ti
Bebendo a água salgada
Misturada com essas lágrimas

Eu ergui a mão
Eu senti a tua me puxar
Deus, eu estava tão perto da superfície!
É que fôlego faz falta
Na velocidade da luz, mas faz falta...

Eu não sabia, eu não sabia
Agora sei! :)



Para um amor, LLL.




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Exaltação a São Luís (do meu tio Eri Garcêz)




Ó minha gleba,
que tão linda cintilas
nos horizontes de cada aurora!
Minha terra, meu colo, meus cristais.
minha doce armadura de vitrais
que eu canto nos versos de agora.
Encantadas nos refrãos de rimas
alma de meu mundo, encanto de menina,
a bailar com brios.
Derramando incenso de mel
sobre as pedras das ladeiras,
reclinada nos coxins de uma palmeira
assaltada pelos mares
de ventos tão frios
Formosa dentre os milagres
de verdumes e manguezais,
a resplandecer nos olhos de quem ama.
Fincada nesta ilha a conquistar meus sonhos
te vejo despertada a entoar canções,
a cravar meu peito com belos sermões!
flamejando o amor que o teu perfil proclama.
No encarte de velhos sobradões,
és o labirinto de sonhos tão dourados;
de azulejos brilhantes, matizados,
Ó musa do poeta que te canta!
Flutuando entre brilhos de fachadas
adormeces com segredos tão sem fins,
em teu seio flores e jardins
deleita a voz de cada um que se levanta
Transbordando luzes que te enfeitam
pareces um sonho de donzela
que fechou a porta e abriu a janela,
para receber o sol, que te aquece e te exorta.
Berço de gente que te cantou em versos,
terra de sonhos e milagres profundos,
adorno sutil de todos os mundos
que a cada aurora, mais risonha brotas!...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma Viagem Para o Rio



Recordo as paisagens que via
A cidade da alegria
Morou em mim a concentração
de tudo que há de mais belo
Sotaques nem mais ouvia
Era você na imaginação

Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir

A trajetória dos passos dados
pelos meus olhos nos teus rastros
Percorreu o meu corpo livre
Seguindo a combinatória desse clima
Tropical e que ardia
Mais que os 40 graus do Rio

Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir

Ao encontrar-me dentro dos teus
Assim como esteve nos meus olhos, te segui
Ainda possuo o canto da chuva nos ouvidos
A visão de você a olhá-la pelo vidro
E para eu ver, tua voz a me pedir

Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir

Passam instantes de euforia
Chega o dia, a despedida
E um amor certo a fluir
A chuva até caiu na face
Mas ao sair dessa cidade
Levei você dentro de mim

Mas você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir









Ananda Souza
Para o meu amor do Rio, M.

No Itinerário do Vento




Sim, perco-me nas palavras
Que sopram o vento
É o grito de Munch
A voz petrificada no ar
É o meu desejo intemporal de estar
contigo

Só tu sabes o que digo
quando sinto em mim teu safári
Aqui mora o gelo no peito
Que resseca a boca
Aquece o corpo
Revitaliza a alma...

No ar encapsulado te respiro
Não sei deixar de sentir-te
Procuro-te na cadeira ao lado
Reviro pontos cardeais
Onde estás?

Marinheiro de um amor distante,
vívido nos vales em mim, ficamos perto
Vou à esquina, estou tão longe
Estou fora de mim
Estou bem perto de ti

É o caminho mais longo que sigo
Nesse me encosto para descansar
A estrada curta me esgota
Prefiro voar



Ananda Souza

Vim!


Vim para escrever palavras que me faltam quando as tuas me sobram no transbordar dos teus vocábulos meus. Vim para dizer palavras que dançam nos meus olhos acompanhando o ritmo inveterado desse tango, pelo espaço abstido, pelo amor assistido, mas só meu e teu. Vim, porque nem só de palavras vive o homem. Este sabe que além delas, há correntes que garantem a sobrevivência dos amantes do BEM. Que depois da assistência, do desejo de amar o mar uma da outra, ele sabe a liberdade presa que o coração se condena em troca da mais simples forma de vivência. E que seja! Vim porque a nossa convivência é agora, no contorcer das palavras que nunca tudo sabem dizer. Vim porque um diário nunca lhe deixa escapar um dia por escrito, como eu desfaleço aos poucos por não deixar dias meus em ti redigidos.




Ananda Souza