
E começo com a música "O Que Eu Também Não Entendo" de Fernanda Mello e Rogério Flausino que diz: “ESSA NÃO É MAIS UMA CARTA DE AMOR, SÃO PENSAMENTOS SOLTOS TRADUZIDOS EM PALAVRAS PRA QUE VOCÊ POSSA ENTENDER O QUE TAMBÉM NÃO ENTENDO.”
Meu coração agora lateja, uma vontade de garatujar o que a alma profere e a boca não descreve; o som em mim se injeta, fala de amor partilhado e também amor singular, fala de nordeste, de saudades, de Francisca, fala de amor longínquo, fala de acontecimentos não consumados, de espera; e tudo isso me vasculha, procura algo como um verme inquieto e permanece num estado tão igual a uma agulha perdida no oceano, minha essência. E que mar é esse, e que coisa é essa que essa musicalidade procura em mim? E faz nascer a coragem de buscar o desconhecido.
Quanto mais me procuro, mais me acho, mas mais vejo que preciso me encontrar, e vejo que não consigo ver, apesar de já ter me visto tanto. E tantas vezes me vi e me alegrei, noutras vezes chorei, outras me desconheci, não acreditei...
E cada vez mais aprendo que sou a maior descoberta de mim mesma, e vivo numa invasão que nunca acaba, com um mistério sempre por desvendar e uma curiosidade tão infinita de saber o que sou, de que sou feito, o quanto valem os meus pensamentos, pra que servem as minhas ideologias, e de que vale a superfície da alma. não! não existe alma rasa a meu ver, só existe um corpo que guarda a alma. É disso que falo, e de que vale? Parece valer tanto, mas é mesquinho demais. Mas não acredite em mim, eu já valorizei a superfície também. Pareço entender o por quê, mas finjo não saber (se é que entendo mesmo), a superficialidade é um vício, um vírus, o mundo, e que nele me incluo, está contaminado.
Porque é mais fácil viver na superfície a nos aventurar nas descobertas do nosso ser infinito, é mais fácil seguir um ritual, um todo mundo igual, é mais fácil, muito mais fácil aceitar o que o lençol d’água nos mostra a ir ao fundo do mar e nos arriscar sufocar; mas não, não diga que sei tudo porque eu não sei a verdade, nem sei se ela existe, nem sei se acredito que tudo que escrevo é a verdade, eu sei que não sei nada, o que posso afirmar é que sei o que me deixa melhor( e nem sempre), mas hoje vejo a minha verdade como aquilo que me faz bem, e que bem danado tu me fazes, porque essas melodias com esses adornos, palavras, me dão a coragem de mergulhar no meu mar e despertam em mim a curiosidade de entender os teus sinais, os dele, os daquele e, principalmente, OS MEUS.
Isso tudo porque há em mim uma mente fingida, dissimulada, que tenta convencer-se de que aceita andar só sobre as águas, a mais desnaturada mentira, pois no fundo bate o pé para quebrar toda a vidraça que cobre as águas por onde deseja mergulhar. E qual a razão de tudo isso? Vaidades? Pode ser, “eu minto também...”
E sigo sinais...
“Quando você sentir minha canção fugir, amor, por trás tudo tem um fim.” E eu só quero permanecer assim, como agora, a procura da finalidade nas coisas, na essência das pessoas, finalidade de nossas nobrezas e pobrezas, de nossas crenças, quero procurar até assistir o final de tudo, mesmo não crendo na existência de um fim.
Termino com uma frase de um poeta Modernista, Mario de Andrade:
Meu coração agora lateja, uma vontade de garatujar o que a alma profere e a boca não descreve; o som em mim se injeta, fala de amor partilhado e também amor singular, fala de nordeste, de saudades, de Francisca, fala de amor longínquo, fala de acontecimentos não consumados, de espera; e tudo isso me vasculha, procura algo como um verme inquieto e permanece num estado tão igual a uma agulha perdida no oceano, minha essência. E que mar é esse, e que coisa é essa que essa musicalidade procura em mim? E faz nascer a coragem de buscar o desconhecido.
Quanto mais me procuro, mais me acho, mas mais vejo que preciso me encontrar, e vejo que não consigo ver, apesar de já ter me visto tanto. E tantas vezes me vi e me alegrei, noutras vezes chorei, outras me desconheci, não acreditei...
E cada vez mais aprendo que sou a maior descoberta de mim mesma, e vivo numa invasão que nunca acaba, com um mistério sempre por desvendar e uma curiosidade tão infinita de saber o que sou, de que sou feito, o quanto valem os meus pensamentos, pra que servem as minhas ideologias, e de que vale a superfície da alma. não! não existe alma rasa a meu ver, só existe um corpo que guarda a alma. É disso que falo, e de que vale? Parece valer tanto, mas é mesquinho demais. Mas não acredite em mim, eu já valorizei a superfície também. Pareço entender o por quê, mas finjo não saber (se é que entendo mesmo), a superficialidade é um vício, um vírus, o mundo, e que nele me incluo, está contaminado.
Porque é mais fácil viver na superfície a nos aventurar nas descobertas do nosso ser infinito, é mais fácil seguir um ritual, um todo mundo igual, é mais fácil, muito mais fácil aceitar o que o lençol d’água nos mostra a ir ao fundo do mar e nos arriscar sufocar; mas não, não diga que sei tudo porque eu não sei a verdade, nem sei se ela existe, nem sei se acredito que tudo que escrevo é a verdade, eu sei que não sei nada, o que posso afirmar é que sei o que me deixa melhor( e nem sempre), mas hoje vejo a minha verdade como aquilo que me faz bem, e que bem danado tu me fazes, porque essas melodias com esses adornos, palavras, me dão a coragem de mergulhar no meu mar e despertam em mim a curiosidade de entender os teus sinais, os dele, os daquele e, principalmente, OS MEUS.
Isso tudo porque há em mim uma mente fingida, dissimulada, que tenta convencer-se de que aceita andar só sobre as águas, a mais desnaturada mentira, pois no fundo bate o pé para quebrar toda a vidraça que cobre as águas por onde deseja mergulhar. E qual a razão de tudo isso? Vaidades? Pode ser, “eu minto também...”
E sigo sinais...
“Quando você sentir minha canção fugir, amor, por trás tudo tem um fim.” E eu só quero permanecer assim, como agora, a procura da finalidade nas coisas, na essência das pessoas, finalidade de nossas nobrezas e pobrezas, de nossas crenças, quero procurar até assistir o final de tudo, mesmo não crendo na existência de um fim.
Termino com uma frase de um poeta Modernista, Mario de Andrade:
“Estou cético e cínico. Cansei-me de idéias terrestres.”
Ananda Souza
Esse texto é só mais um momento meu de busca. Como sempre digo:
"A vida é uma constante procura por respostas certas, eu procuro, logo vivo..." (Ananda Souza)
Esse texto é só mais um momento meu de busca. Como sempre digo:
"A vida é uma constante procura por respostas certas, eu procuro, logo vivo..." (Ananda Souza)