Dias em casa, o que fazer?
Três palavras, até então, podem resumir: discos, livros e filmes. Não vou citar o uso do computador porque isso é diário como o alimento, necessário independente de qualquer coisa, como agora, que estou a nutrir-me das palavras que aqui despejo.
A cada dia sinto sede de alguma coisa, uma vontade de um novo cardápio ou de repetir o "prato da casa" que há algum tempo não degusto. É o que estou a fazer com os meus discos. Acordei com sede de alguns e já estou a me alimentar deles. Hoje quero um repertório cujo prato principal seja Marina Lima. Tenho ouvido muito o disco “Todas Ao Vivo”, mas hoje pra mim é pouco. Os coloquei todos sobre a cama e estou a admirá-los como se fosse a primeira vez. Interessante como o sabor de cada um nunca se perde. Volta e meia os tomo para mim e me vêm no rosto olhos felizes por perceber que são tão bons e que são MEUS!(risos)
Estou ouvindo o disco “O Chamado” agora, a canção “Deve Ser Assim”, dona de uma linda letra e de uma melodia maravilhosa! Além disso, essa é a canção dona no meu clipe preferido. Nele, dentro da voluptuosa melodia, Marina canta vestida com um “terninho” preto, usando um chapéu de mesma cor, numa época em que ela usava um corte de cabelo que entrelaçava o andrógeno ao feminista, como se o ser mais prático estivesse ali, mesmo escondido por debaixo daquilo que muito de fêmea se têm, mas está ali. Sensualidade com classe é o que posso resumir desse clipe.
“Setembro!” Outro disco que me amarra quase que do início ao fim. A sensualidade, típica do timbre de Marina, toma a qualquer sensibilidade corporal e auditiva (ops! Isso pareceu um pouco comprometedor, mas não entendam maldosamente, por favor.rs.) quando nos apresenta “No Escuro” remix. As duas versões são maravilhosas, mas cada uma nos coloca num clima diferente, culpa de uma boa melodia e interpretação. Nele também têm canções que já me rederam histórias. “Alguma Prova”, “Notícias” e “Dois Durões”, são elas. Só o que não curto nesse CD é a capa mesmo, ainda bem que esses cabelos cacheados não a pertencem mais (muitos risos).
É o meu preferido, “Registros À Meia-Voz”. O sentimento não corresponde ao nome; sinto nesse disco que a alma de Marina grita, geme, sente tudo o que diz, mesmo pensando estar dizendo à meia-voz, quando, na verdade, diz tudo. Talvez não como gostaria, mas diz! Não é autoral, mas é sentimental. É nesse disco, também, que a minha música preferida se abriga -- “Tempestade”. A meu ver, foi a maior transformação musical que Marina conseguiu fazer; era uma música com pouca vida, e que, na interpretação dela, saiu do simplista sabor da água, ao doce sabor do vinho que embevece-me, sempre, a cada novo gole. É como o milagre de um parto, cuja dor maltrata, mas, no mesmo momento, traz consigo a melhor sensação e o maior sentimento que o mundo pode abarcar. Dilacera o peito, e lava a alma (e ainda me inspira.rs.).
Ahhhhhhh! Como não citar “Para Um Amor no Recife”? “Quero fechar a ferida, quero estancar o sangue”. Nem precisa estar amando para ouvir essa canção fechando os olhos com força e repetindo cada verso junto com ela, a Marina, mesmo vivendo como a Lili de Drummont (RS). Fora isso, ainda nos cabe as instrumentais que, definitivamente, nos faz conferir o quanto sentimental é essa obra. Dele, o gosto por inteiro, não há exceção.
Esses são os primeiros três discos que estão lá na bandeja. Mas ainda irá mais, por que hoje eu estou doente, logo, mimada, logo, só quero estar com ela!(risoooos!)
Jô: wooOW!
O livro que comecei a ler hoje foi Sal e Sol da escritora maranhense, Arlete Nogueira da Cruz. Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente semana passada, em sua própria casa. Uma pessoa gentil e elegante, fora a inteligência. Ela é esposa do escritor, reconhecido nacionalmente, Nauro Machado que também conheci. Mas conto como isso aconteceu em outra postagem dedicada a eles, agora vou a mirar o livro.
Sobre a imagem do pôr do sol alaranjado e o mar na capa do livro, o nome: Sal e Sol. Arlete definiu tão bem a cidade de São Luís, da qual se propôs a falar nele. Mas especificamente, às estrelas que aqueceram e aquecem a cidade abraçada pelo mar.
Arlete Nogueira da Cruz é possuidora de uma linguagem refinada, porém, de uma clareza absoluta, transmissora de leveza, mesmo quando fala com o fervor dos Marxistas, é sempre assim, uma leitura gostosa de ser feita, ainda mais de um livro que eu classificaria “semi-biográfico”, ao citar grandes nomes de maranhenses que viveram na riqueza dos espíritos delicados, como: João do Vale, Jossué Montello, Bandeira Tribuzzi, Fernando Moreira, Odylo Costa Filho, Cosme Júnior, Márcia de Queiroz (sua mãe), Henrique Augusto Moreira Lima entre outros. Ainda citações de Ferreira Gullar, Erasmos Dias e Turíbio Santos. Mais uma pequena entrevista com Nauro Machado. Enfim, um livro de reconhecimentos, um livro cheio de preciosidades.
Quanto ao filme, vou escolher alguns brasileiros primeiramente, a começar por Poralóides Urbanas de Miguel Falabella. Hoje eu quero rir MUITO!
Fui!
Ananda Souza
Três palavras, até então, podem resumir: discos, livros e filmes. Não vou citar o uso do computador porque isso é diário como o alimento, necessário independente de qualquer coisa, como agora, que estou a nutrir-me das palavras que aqui despejo.
A cada dia sinto sede de alguma coisa, uma vontade de um novo cardápio ou de repetir o "prato da casa" que há algum tempo não degusto. É o que estou a fazer com os meus discos. Acordei com sede de alguns e já estou a me alimentar deles. Hoje quero um repertório cujo prato principal seja Marina Lima. Tenho ouvido muito o disco “Todas Ao Vivo”, mas hoje pra mim é pouco. Os coloquei todos sobre a cama e estou a admirá-los como se fosse a primeira vez. Interessante como o sabor de cada um nunca se perde. Volta e meia os tomo para mim e me vêm no rosto olhos felizes por perceber que são tão bons e que são MEUS!(risos)
Estou ouvindo o disco “O Chamado” agora, a canção “Deve Ser Assim”, dona de uma linda letra e de uma melodia maravilhosa! Além disso, essa é a canção dona no meu clipe preferido. Nele, dentro da voluptuosa melodia, Marina canta vestida com um “terninho” preto, usando um chapéu de mesma cor, numa época em que ela usava um corte de cabelo que entrelaçava o andrógeno ao feminista, como se o ser mais prático estivesse ali, mesmo escondido por debaixo daquilo que muito de fêmea se têm, mas está ali. Sensualidade com classe é o que posso resumir desse clipe.
“Setembro!” Outro disco que me amarra quase que do início ao fim. A sensualidade, típica do timbre de Marina, toma a qualquer sensibilidade corporal e auditiva (ops! Isso pareceu um pouco comprometedor, mas não entendam maldosamente, por favor.rs.) quando nos apresenta “No Escuro” remix. As duas versões são maravilhosas, mas cada uma nos coloca num clima diferente, culpa de uma boa melodia e interpretação. Nele também têm canções que já me rederam histórias. “Alguma Prova”, “Notícias” e “Dois Durões”, são elas. Só o que não curto nesse CD é a capa mesmo, ainda bem que esses cabelos cacheados não a pertencem mais (muitos risos).
É o meu preferido, “Registros À Meia-Voz”. O sentimento não corresponde ao nome; sinto nesse disco que a alma de Marina grita, geme, sente tudo o que diz, mesmo pensando estar dizendo à meia-voz, quando, na verdade, diz tudo. Talvez não como gostaria, mas diz! Não é autoral, mas é sentimental. É nesse disco, também, que a minha música preferida se abriga -- “Tempestade”. A meu ver, foi a maior transformação musical que Marina conseguiu fazer; era uma música com pouca vida, e que, na interpretação dela, saiu do simplista sabor da água, ao doce sabor do vinho que embevece-me, sempre, a cada novo gole. É como o milagre de um parto, cuja dor maltrata, mas, no mesmo momento, traz consigo a melhor sensação e o maior sentimento que o mundo pode abarcar. Dilacera o peito, e lava a alma (e ainda me inspira.rs.).
Ahhhhhhh! Como não citar “Para Um Amor no Recife”? “Quero fechar a ferida, quero estancar o sangue”. Nem precisa estar amando para ouvir essa canção fechando os olhos com força e repetindo cada verso junto com ela, a Marina, mesmo vivendo como a Lili de Drummont (RS). Fora isso, ainda nos cabe as instrumentais que, definitivamente, nos faz conferir o quanto sentimental é essa obra. Dele, o gosto por inteiro, não há exceção.
Esses são os primeiros três discos que estão lá na bandeja. Mas ainda irá mais, por que hoje eu estou doente, logo, mimada, logo, só quero estar com ela!(risoooos!)
Jô: wooOW!
O livro que comecei a ler hoje foi Sal e Sol da escritora maranhense, Arlete Nogueira da Cruz. Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente semana passada, em sua própria casa. Uma pessoa gentil e elegante, fora a inteligência. Ela é esposa do escritor, reconhecido nacionalmente, Nauro Machado que também conheci. Mas conto como isso aconteceu em outra postagem dedicada a eles, agora vou a mirar o livro.
Sobre a imagem do pôr do sol alaranjado e o mar na capa do livro, o nome: Sal e Sol. Arlete definiu tão bem a cidade de São Luís, da qual se propôs a falar nele. Mas especificamente, às estrelas que aqueceram e aquecem a cidade abraçada pelo mar.
Arlete Nogueira da Cruz é possuidora de uma linguagem refinada, porém, de uma clareza absoluta, transmissora de leveza, mesmo quando fala com o fervor dos Marxistas, é sempre assim, uma leitura gostosa de ser feita, ainda mais de um livro que eu classificaria “semi-biográfico”, ao citar grandes nomes de maranhenses que viveram na riqueza dos espíritos delicados, como: João do Vale, Jossué Montello, Bandeira Tribuzzi, Fernando Moreira, Odylo Costa Filho, Cosme Júnior, Márcia de Queiroz (sua mãe), Henrique Augusto Moreira Lima entre outros. Ainda citações de Ferreira Gullar, Erasmos Dias e Turíbio Santos. Mais uma pequena entrevista com Nauro Machado. Enfim, um livro de reconhecimentos, um livro cheio de preciosidades.
Quanto ao filme, vou escolher alguns brasileiros primeiramente, a começar por Poralóides Urbanas de Miguel Falabella. Hoje eu quero rir MUITO!
Fui!
Ananda Souza
