
Recordo as paisagens que via
A cidade da alegria
Morou em mim a concentração
de tudo que há de mais belo
Sotaques nem mais ouvia
Era você na imaginação
Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir
A trajetória dos passos dados
pelos meus olhos nos teus rastros
Percorreu o meu corpo livre
Seguindo a combinatória desse clima
Tropical e que ardia
Mais que os 40 graus do Rio
Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir
Ao encontrar-me dentro dos teus
Assim como esteve nos meus olhos, te segui
Ainda possuo o canto da chuva nos ouvidos
A visão de você a olhá-la pelo vidro
E para eu ver, tua voz a me pedir
Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir
Passam instantes de euforia
Chega o dia, a despedida
E um amor certo a fluir
A chuva até caiu na face
Mas ao sair dessa cidade
Levei você dentro de mim
Mas você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir
Ananda Souza
Para o meu amor do Rio, M.

