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sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma Viagem Para o Rio



Recordo as paisagens que via
A cidade da alegria
Morou em mim a concentração
de tudo que há de mais belo
Sotaques nem mais ouvia
Era você na imaginação

Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir

A trajetória dos passos dados
pelos meus olhos nos teus rastros
Percorreu o meu corpo livre
Seguindo a combinatória desse clima
Tropical e que ardia
Mais que os 40 graus do Rio

Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir

Ao encontrar-me dentro dos teus
Assim como esteve nos meus olhos, te segui
Ainda possuo o canto da chuva nos ouvidos
A visão de você a olhá-la pelo vidro
E para eu ver, tua voz a me pedir

Você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir

Passam instantes de euforia
Chega o dia, a despedida
E um amor certo a fluir
A chuva até caiu na face
Mas ao sair dessa cidade
Levei você dentro de mim

Mas você sempre esteve em mim
E eu sempre estive aí
Não há empecilho para amar
Há mil motivos para sorrir
O Universo é que encaminha
Não há nada a perseguir









Ananda Souza
Para o meu amor do Rio, M.

No Itinerário do Vento




Sim, perco-me nas palavras
Que sopram o vento
É o grito de Munch
A voz petrificada no ar
É o meu desejo intemporal de estar
contigo

Só tu sabes o que digo
quando sinto em mim teu safári
Aqui mora o gelo no peito
Que resseca a boca
Aquece o corpo
Revitaliza a alma...

No ar encapsulado te respiro
Não sei deixar de sentir-te
Procuro-te na cadeira ao lado
Reviro pontos cardeais
Onde estás?

Marinheiro de um amor distante,
vívido nos vales em mim, ficamos perto
Vou à esquina, estou tão longe
Estou fora de mim
Estou bem perto de ti

É o caminho mais longo que sigo
Nesse me encosto para descansar
A estrada curta me esgota
Prefiro voar



Ananda Souza

Vim!


Vim para escrever palavras que me faltam quando as tuas me sobram no transbordar dos teus vocábulos meus. Vim para dizer palavras que dançam nos meus olhos acompanhando o ritmo inveterado desse tango, pelo espaço abstido, pelo amor assistido, mas só meu e teu. Vim, porque nem só de palavras vive o homem. Este sabe que além delas, há correntes que garantem a sobrevivência dos amantes do BEM. Que depois da assistência, do desejo de amar o mar uma da outra, ele sabe a liberdade presa que o coração se condena em troca da mais simples forma de vivência. E que seja! Vim porque a nossa convivência é agora, no contorcer das palavras que nunca tudo sabem dizer. Vim porque um diário nunca lhe deixa escapar um dia por escrito, como eu desfaleço aos poucos por não deixar dias meus em ti redigidos.




Ananda Souza