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domingo, 28 de novembro de 2010

Penso (para "LoydeLimaLimão")


Sol bate a janela, penso.
Espreguiço, penso.
Quando abro os olhos, penso.
Sento na cama, penso.
Quando paro e penso, penso.

Água escorrendo, penso.
Vou me vestindo, penso.
Nó no cadarço, penso.
Peguei a mala, penso.
Durante a estrada penso, penso, penso...

O dia lindo, penso.
Lá vem a chuva, penso.
Na noite escura, penso.
Segunda a sexta, penso.
Fim de semana, aí que penso.

Chegando em casa, penso.
Com muito sono, penso.
Matando a fome, penso.
Arrumo o quarto, penso.
Aquela insônia! penso, penso, penso...

Todos os dias, penso.
Eu viro a esquina e, penso.
Abre o sinal e, penso.
Escrevo aqui e, penso.
Lá vem de novo, penso.


E o que é meu pensamento?
Pensamento é o que penso
Que é feito de sentimento
Daquilo que há por dentro
Ele é todo dedicado
A quem faz aniversário
Neste dia de novembro.



Para ti que, com todo sentimento, tomou de mim meu pensamento.
Essas palavras representam bem os meus dias.
Amo-te infinitamente e sou feliz.



FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR!
Ananda Souza - 28/11/10




terça-feira, 23 de novembro de 2010

O 1º Encontro com a Sabedoria Oculta da Cabala




Há algo que eu realmente gostaria de compartilhar hoje. Durante meu ainda breve percurso de vida, tenho dado meus passos percebendo que a própria vida se encarrega de nos dar sinais, sinais dos quais nos guiam em direção a um entendimento, aprendizado, uma consciência de...


Percebo que tomar consciência de si em referência a algo é ter o entendimento da verdade, do que é bem ou mal, bom ou ruim para você de acordo com determinada situação de vida. Assim, vamos aprendendo a viver e a seguir o nosso caminho certo, o melhor caminho para cada um de nós, distintamente! Isso quer dizer que cada um tem uma verdade, uma verdade que é só SUA, diversa da verdade dos demais. Porque o fato é que o que você precisa tomar consciência e aprender não é o mesmo que o outro precisa.


No decorrer da vida vamos sentindos os sinais, adquirindo consciência do que você é para aprender o que precisa, vamos ficando mais sabedores de nós mesmos, passamos a ver, então, a sabedoria oculta. Oculta não porque foi feita para ficar escondida, mas sim porque essa sabedoria é a que está dentro de nós e a nós, especificamente, interessa.


Mas notem que quanto mais nos conhecemos, mais temos a sensação de que temos muito ainda a aprender. Quem nunca procurou respostas até o esgotamento e depois se sentiu como Sócrates: "só sei que nada sei."? Quem já se sentiu o autor das palavras "quanto mais me acho, mais me perco."?


A verdade é que a nossa capacidade de adquirir conhecimento vai além da duração de nossas vidas, mas a nossa curiosidade para aprender deve transcender o tempo inesgotável da nossa espiritualidade, pois os resultados disso vão sempre além das nossas expectativas; porque, na maioria das vezes, estamos limitados ao mundo material e, por isso, nos surpreendemos com respostas que ultrapassam tudo isso e alcançam o crescimento espiritual.


Hoje, nos meus intervalos de tempo, engoli 50 páginas do Guia à Sabedoria Oculta da Cabala, de Rabi Michael Laitman. É uma leitura agradável para curiosos ou iniciantes dos estudos sobre Cabala.


O que tenho entendido é que a Cabala é um "instrumento" de estudo que nos guia para o autoconhecimento para, posteriormente, fazermos a auto-correção do nosso eu. Mas esses ensinamentos não são para quem procura a transformação usando o lado intelectal, o intelecto é apenas uma ponte para chegar à abertura em seu coração, ou seja, para chegar à sua alma. A Cabala ajuda você a tomar consciência de si mesmo, a sentir a sua alma, a sua verdade e assim chegar à transformação do seu eu. Só assim a verdadeira mudança acontece! [se me equivoquei ao entendimento, que me corrijam].


Compartilho um dos vários momentos da leitura que gostei:


Abraçar a Sabedoria Oculta, (e é oculta por estar dentro de nós mesmos) não implica simplesmente evitar as coisas lindas para não excitar os próprios desejos. A auto-correção não provém do auto-castigo , mas resulta da realização espiritual. Quando alguém alcança a espiritualidade, aparece a luz e o corrige. Esta é a única mudança real. Todas as demais são hipócritas. O propósito do estudo é convidar a luz corretora. Portando, a pessoa deve trabalhar sobre si mesma só para isso. A presença de qualquer pressão ou qualquer tipo de regras ou regulamentos obrigatórios revela a mão do homem e não dos mundos superiores. Além disso, a harmonia interna e a tranquilidade não são pré-requisitos para alcançar a espiritualidade; aparecerão como resultado dessa correção interior. Mas não devemos crer que isso ocorrerá sem esforço de nossa parte.

(Guia à Sabedoria Oculta da Cabala - p.39, LAITMAN, Rabi)


Portanto, ir ao encontro da sabedoria oculta é encontrar-se consigo mesmo. De certo, há muitos mistérios (e na verdade o mistério é só aquilo que ainda não conhecemos) dentro de nós que precisamos decifrar, mas o desejo e até necessidade de tornarmos sábios de nós mesmos para transformar o mundo ao nosso redor são quase fisiológicos. Mudar sempre (para melhor), é isso que nos faz ter sede de viver.


Luz a todos,


Ananda Souza

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Profunda Superfície



Estou debaixo das águas
A prender a respiração
Estou submergindo a cada dia
Já nem vejo a luz do dia
Estou no fundo do mar,
na escuridão

Aqui embaixo penso
Como tornar-te tão importante
Quanto o fôlego de vida
Me deixa respirar em paz
Trazes-me a ti mesmo

Como um prestadio salva-vidas!

Aqui dentro fico imóvel
A tentar olhar seres ao redor
E eles esbarram em mim
Eu nem me atento porque eu sei
Eu sei que não é você...

Eu te enxergaria
Porque és luz
Eu flutuaria
Porque és a leveza
dos teus próprios vôos

E só afundo na solidão
dessa multidão marítima
Estou gritando por ti
Bebendo a água salgada
Misturada com essas lágrimas

Eu ergui a mão
Eu senti a tua me puxar
Deus, eu estava tão perto da superfície!
É que fôlego faz falta
Na velocidade da luz, mas faz falta...

Eu não sabia, eu não sabia
Agora sei! :)



Para um amor, LLL.




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Exaltação a São Luís (do meu tio Eri Garcêz)




Ó minha gleba,
que tão linda cintilas
nos horizontes de cada aurora!
Minha terra, meu colo, meus cristais.
minha doce armadura de vitrais
que eu canto nos versos de agora.
Encantadas nos refrãos de rimas
alma de meu mundo, encanto de menina,
a bailar com brios.
Derramando incenso de mel
sobre as pedras das ladeiras,
reclinada nos coxins de uma palmeira
assaltada pelos mares
de ventos tão frios
Formosa dentre os milagres
de verdumes e manguezais,
a resplandecer nos olhos de quem ama.
Fincada nesta ilha a conquistar meus sonhos
te vejo despertada a entoar canções,
a cravar meu peito com belos sermões!
flamejando o amor que o teu perfil proclama.
No encarte de velhos sobradões,
és o labirinto de sonhos tão dourados;
de azulejos brilhantes, matizados,
Ó musa do poeta que te canta!
Flutuando entre brilhos de fachadas
adormeces com segredos tão sem fins,
em teu seio flores e jardins
deleita a voz de cada um que se levanta
Transbordando luzes que te enfeitam
pareces um sonho de donzela
que fechou a porta e abriu a janela,
para receber o sol, que te aquece e te exorta.
Berço de gente que te cantou em versos,
terra de sonhos e milagres profundos,
adorno sutil de todos os mundos
que a cada aurora, mais risonha brotas!...