
Já começo a ouvir o canto dos pássaros
E como são espertos,
Como despertam com virilidade...!
Eu queria ser um pássaro...
A tonalidade do céu começa a mudar
Como se o branco
estivesse a invadir o breu lentamente
Gota a gota...
A temperatura está amena
O tempo não tem mais o sabor de inferno que senti
Pouco antes de me deixar molhar,
antes de, teoricamente, ir dormir...
Os raios de sol começam a atravessar
Por entre as folhas das árvores
E a invadir meu espaço pelas rótulas,
Como se deste fossem donos...
A música me guia por todo esse trajeto noturno
E permanecerá em qualquer turno...
"enquanto não durmo..."
E a chuva lá fora não chove de fato, mas aqui chove...
E, pra não perder o hábito nas minhas noites de insônia,
Fico aqui a escrever sem rumo...
"eu não me acostumo com a falta de rumo..."
Mas ela sempre reaparece...
05:55, concluo...
É preciso fazer as pazes...
Com o mundo...
Então pra quê dormir agora...?
Agora já era, o mundo me espera!
Ananda Souza
E como são espertos,
Como despertam com virilidade...!
Eu queria ser um pássaro...
A tonalidade do céu começa a mudar
Como se o branco
estivesse a invadir o breu lentamente
Gota a gota...
A temperatura está amena
O tempo não tem mais o sabor de inferno que senti
Pouco antes de me deixar molhar,
antes de, teoricamente, ir dormir...
Os raios de sol começam a atravessar
Por entre as folhas das árvores
E a invadir meu espaço pelas rótulas,
Como se deste fossem donos...
A música me guia por todo esse trajeto noturno
E permanecerá em qualquer turno...
"enquanto não durmo..."
E a chuva lá fora não chove de fato, mas aqui chove...
E, pra não perder o hábito nas minhas noites de insônia,
Fico aqui a escrever sem rumo...
"eu não me acostumo com a falta de rumo..."
Mas ela sempre reaparece...
05:55, concluo...
É preciso fazer as pazes...
Com o mundo...
Então pra quê dormir agora...?
Agora já era, o mundo me espera!
Ananda Souza
Esse poema tem alguns versos da letra dessa canção que sempre me desperta inspirações:
Tempestade
[Enquanto não durmo]
Enquanto te espero
E chove no mundo
[Eu não me acostumo, não
Com a falta de rumo,] brasileiro
E esse tom de desespero
Que atingiu nosso amor
A tempestade me assusta
Como sua ausência
Você, raio humano, despencou
Na minha cabeça
E desde então
Grita esse trovão
No meu peito
[A chuva lá fora, chove de fato]
Enquanto a sua ausência, inunda meu quarto
E transborda na cama
Agora eu entendo, meus sonhos são outros
Eu penso no homem que dorme nas ruas do Rio
E agora flutua nos rios da rua
Os barracos à beira do abismo
Deslizam no cinismo da Vieira Souto
Meus sonhos são outros
(Zélia Duncan e Christian Oyens)
