
Vim para escrever palavras que me faltam quando as tuas me sobram no transbordar dos teus vocábulos meus. Vim para dizer palavras que dançam nos meus olhos acompanhando o ritmo inveterado desse tango, pelo espaço abstido, pelo amor assistido, mas só meu e teu. Vim, porque nem só de palavras vive o homem. Este sabe que além delas, há correntes que garantem a sobrevivência dos amantes do BEM. Que depois da assistência, do desejo de amar o mar uma da outra, ele sabe a liberdade presa que o coração se condena em troca da mais simples forma de vivência. E que seja! Vim porque a nossa convivência é agora, no contorcer das palavras que nunca tudo sabem dizer. Vim porque um diário nunca lhe deixa escapar um dia por escrito, como eu desfaleço aos poucos por não deixar dias meus em ti redigidos.
Ananda Souza
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