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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Arretado!


Uma coisa mais Cordel...

Não vem falar do meu nordeste
Que eu te esgano, sua peste!
Te jogo o salto, mando bala
Implodo o mundo, enfio a faca

Não brincando, seu sacana!
Rodo a baiana, pernambucana, paraibana
Chamo o meu povo
E tome cana!

Não vem com onda
Não enche o saco
Não pra papo
Vou te ferrar

Tua língua, vou arrancar
Pra besteira não mais falar
Os teus dentes vou quebrar
E nem adianta me segurar

No meu nordeste ninguém tasca
Senão eu quebro a tua vidraça
Tomo as dores, sou do mato
De um povo unido e educado
Mas não pise no meu calo
Que eu te capo feito um gato

Ananda Souza

Pra começar, não precisa ficar com medo. Sou mansinha... mas nem sempre,hein!rs.
Quis nesta colocar características lingüísticas bem típicas da região nordeste; mas não só isso, mostrar também um pouco do temperamento e os sentimentos de um nordestino que, apesar dos pesares, ama sua terra. Procurei também deixar claro a permanência de um clima bucólico.

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