
Quero encontrar quem nunca vi
Quero voltar pra um lugar que não sei
Quero sentir uma plenitude que nem creio
Não quero a culpa do que não tenho
Quero um lugar que me sinta afável
Quero a abundância da ausência de falta
Quero meu coração preenchido de amor
Quero a alma límpida de dor
Quero a luz do sol e o ar
Quero asas pra voar
Quero a capacidade de saber amar
Quero no mundo algo digno de se confiar
Quero sentir prazer até na cor das flores
Quero sentir a beleza onde quer que eu voe
Quero as ondas do mar, transpassar
Como quem nos teus braços fosse mergulhar
Quero ver a pureza num olhar
Quero saber se vale à pena a um ser humano amar
Quero sentir a segurança que me escapa
Quero sentir a independência escassa
Então vou a seguir viagem nos dedos da mulher das estrelas
E refugio-me por entre as cordas que arquitetam a sua voz
E me abrigo no arco de luz dos acontecimentos
Que só me chamam, me chamam, me chamam...
Até os abismos de um mundo à meia voz
Ananda Souza
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